BLOG

Como funciona uma plataforma de navio-sonda?

As jazidas de petróleo podem estar localizadas em camadas mais próximas da superfície terrestre, no entanto, existem aquelas mais profundas e que precisam de uma estrutura que consiga fazer por frações até atingi-las.

O fundo do mar também contém petróleo e, para explorar essas jazidas marítimas, é preciso que o equipamento utilizado consiga transpassar toda a camada de água até chegar ao fundo do oceano e, então, fazer a perfuração. Como as plataformas terrestres não têm todo esse potencial, são utilizadas as do tipo navio-sonda.

Preparamos este artigo para apresentar esse tipo de plataforma e explicar como ela funciona. Continue lendo para entender de que maneira é possível alcançar os poços submarinos de petróleo e ainda com o grande desafio de vencer a turbulência provocada por ventos e marés. Acompanhe!

 

As plataformas de perfuração

Existem diferentes tipos de plataformas que são utilizadas para a produção de petróleo, mas nem todas elas conseguem atingir as jazidas que se encontram em águas mais profundas, como aquelas que encontramos, por exemplo, no Rio de Janeiro, na Bacia de Campos cujas águas chegam a quase 2.000 m de profundidade.

Nesse e em outros casos é preciso utilizar uma Unidade de Perfuração Marítima (UPM) que consiga atingir essas camadas mais profundas. No início as UPMs eram somente sondas terrestres que ficavam sob uma estrutura e faziam a perfuração de águas rasas, utilizando as mesmas técnicas que eram empregadas em terra.

Mas com a descoberta dessas jazidas submarinas profundas e a necessidade de perfura-las, surgiram novos equipamentos e também técnicas específicas para perfurações marítimas (offshore). Entre as várias opções de equipamentos estão as plataformas do tipo navio-sonda.

 

O que é uma plataforma tipo navio-sonda?

As perfurações marítimas seguem um sistema que apresenta os mesmos moldes daquelas feitas em terra. No entanto, as sondas que utilizamos do mar têm a diferença de se adequarem a diferentes profundidades, assim, com elas é possível explorar áreas muito mais amplas sem muitas limitações.

No que se refere às plataformas do tipo navio-sonda elas foram projetadas para fazer a perfuração de poços submarinos ultrapassando uma lâmina d’água com mais de 2.000 m. Apresentam um casco realmente como se fosse um navio e com a vantagem de conseguirem operar sem o suporte de barcos de apoio ou de serviço.

A torre de perfuração do navio-sonda fica localizada em seu centro. Há uma abertura no casco que possibilita a passagem da coluna de perfuração, por onde são montados os componentes utilizados durante a operação.

Assim, a lâmia d’água é transposta, o equipamento atinge o fundo do mar e começa sua perfuração até atingir a jazida de petróleo. Por isso, essa plataforma oferece a possibilidade de perfurar a grandes distâncias da costa.

 

Como o navio-sonda se mantém estável?

É fato que no mar encontramos uma grande turbulência em função das ondas, correntes e dos ventos. Então, se esse tipo de plataforma é semelhante a um navio e permanece flutuante, como consegue manter a sua estabilidade para que as operações sejam um sucesso?

A explicação está no fato de que o navio-sonda tem um sistema de posicionamento que é composto por propulsores, sensores acústicos e computadores. Todo esse equipamento com tecnologia moderna consegue anular os efeitos provocados pelas correntes, as ondas e o vento, assim, o navio não é deslocado de sua posição.

Esse equipamento ajuda a manter a posição da embarcação de uma forma automática, mas também existe a possibilidade de um navio-sonda ser ancorado no solo marítimo. Dessa forma, ele é mantido estável para realizar as perfurações.

Veja também: Entenda como funciona o refino do petróleo.

Por isso, as plataformas de perfuração do tipo navio-sonda apresentam vantagens para a produção de petróleo. Além do fato de permitirem explorar esses poços submarinos mais profundos, têm uma grande capacidade de estocagem e, assim, uma maior autonomia, tanto em função de não precisarem dos barcos de apoio como também por se localizarem a grandes distâncias da costa.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *