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Como são feitos os projetos de mobilidade urbana nas grandes cidades

Atualizado em 05/11/2021
Tempo de leitura: 3 min.

Quando estamos no trânsito nem sempre refletimos sobre a lógica de funcionamento dele. Existem vias de mão única, de mão dupla, semáforos, locais com ciclovia, são construídas passarelas, lombadas, metrôs, entre muitos outros elementos que compõem a paisagem urbana relacionada à mobilidade. 

A imagem mostra a ilustração de uma rodovia.

No entanto, nada disso é acrescentado por acaso. Existem projetos que são desenvolvidos para definir o modo como a mobilidade urbana será planejada em um determinado município. Para isso, são levados em consideração diversos aspectos, a fim de atender as demandas e necessidades daquela região.

Quer saber como tudo isso funciona? Então continue lendo!

O que é mobilidade urbana?

É muito comum vermos a definição de mobilidade urbana como o modo de deslocamento de um ponto a outro dentro de uma determinada cidade. No entanto, não podemos resumir o conceito a apenas isso. Na verdade, a mobilidade urbana é um sistema complexo elaborado para atender demandas e necessidades das pessoas em seus deslocamentos. 

Hoje, consiste em uma disciplina muito importante que auxilia os gestores a manter a organização dos deslocamentos no município, investindo em projetos, infraestrutura e tecnologias para que o trânsito seja gerenciado da melhor forma. Isso garante sua fluidez e segurança em todos os momentos.

Quando falamos em mobilidade urbana, precisamos olhar para os diferentes aspectos que compõem o trânsito em uma cidade. É preciso refletir sobre os automóveis, o transporte coletivo, bicicletas e pedestres.

Tudo deve ser pensado considerando todos esses diversos agentes para que os planos, investimentos e infraestruturas possam estar vinculados e seguir uma mesma lógica, a fim de que não haja uma “briga por espaço”, digamos assim, como vemos acontecer em várias regiões. Também para evitar o trânsito caótico e a falta de segurança.

Lei da Mobilidade Urbana no Brasil

Em 2012 foi aprovada a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) por meio da lei 12.587. A determinação dessa lei é para que municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes elaborem um plano de mobilidade urbana que seja compatível com o Plano Diretor do município. 

O prazo foi firmado em seis anos após a vigoração da lei, mas houve mudanças nessa legislação. O que mais importa é saber que existe um padrão a ser seguido, levando à necessidade de elaboração de projetos de mobilidade urbana mais eficientes e efetivos.

Os projetos de mobilidade urbana

A elaboração de projetos de mobilidade urbana precisa atender o Plano de Mobilidade Urbana, feito com base na Política que citamos. Para isso, é necessário o trabalho multidisciplinar de profissionais como urbanistas, engenheiros, designers, arquitetos, administradores e gestores públicos. São seguidas algumas etapas.

Etapa de preparação

São formadas as equipes de especialistas que vão obter dados e informações para criar o plano, identificando problemas, definindo prazos e delegando as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

Etapa de definição do escopo

Nessa fase são definidas as metas e prioridades com base nos objetivos que se pretende alcançar. Para isso deve-se pensar, também, em qual tipo de cidade se pretende obter, o que se espera com esse plano e os projetos.

Etapa dos procedimentos gerenciais

Aqui serão feitas parcerias públicas e/ou privadas para construir o plano. Serão definidos os custos, os materiais bem como os recursos humanos necessários, além de estabelecer um cronograma básico das ações que virão em seguida.

Etapa de elaboração 

São feitos levantamentos e também colocadas em mapas todas as informações levantadas, a fim de definir os aspectos que serão trabalhados no plano de mobilidade. Serão considerados possíveis impactos, positivos ou negativos, definidos alguns cenários e feitas projeções.

Esse plano pode ser transformado em um documento e se tornará um projeto de lei para ser avaliado pelo poder Legislativo. Essa não é uma medida obrigatória, mas importante, porque isso garante que o plano será cumprido ainda que haja uma mudança na gestão administrativa. 

Com base nesse plano é que serão desenvolvidos cada um dos projetos de mobilidade urbana, que serão implementados conforme a ordem de prioridades que foi estabelecida. Para tanto, como dito, podem ser feitas parcerias privadas com empresas especialistas no assunto, por meio de licitações ou concessões. 

Essas empresas estudam aquilo que foi proposto no plano de mobilidade, desenvolvem o seu projeto e fazem a apresentação dele (licitações). As empresas recebem o direito de realizar obras para melhoria da mobilidade urbana, sempre respeitando o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade.

Assim, os projetos de mobilidade urbana não são elaborados de uma forma aleatória, mas sempre com base naquilo que diz a legislação e tendo como guia o Plano Diretor e o Plano de Mobilidade Urbana pré-elaborados, pois esses documentos já foram pensados para atender as necessidades da população de acordo com as características e demandas da região. 

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