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Saneamento básico é fundamental para enfrentar a crise hídrica

Tempo de leitura: 4 min.

A atual crise hídrica que o Brasil está passando é a pior dos últimos 91 anos. Porém, o saneamento básico do nosso país também não é completo, o que acaba gerando mais perda de água. Com o modelo ideal de saneamento básico, a crise hídrica poderia ser enfrentada.

A imagem mostra água saindo de um cano.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a crise hídrica que o Brasil está passando é a pior em 91 anos. Nesse cenário, especialistas de diversas áreas se preocupam com os efeitos da falta de água no país. Até dezembro de 2021, a crise hídrica já registrou mais de R$13 bilhões em despesas, incluindo dívidas de empresas estatais e privadas. 

Em um cenário geral, o mundo também enfrenta uma preocupante crise hídrica. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU), indicam que 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável.

Porém, o sistema de saneamento básico possui muitas falhas que contribuem com mais perda de água. Para entender o cenário geral e saber como um saneamento básico estruturado pode ajudar a resolver o problema da crise hídrica, continue lendo!

O que contribui para a escassez de água?

Cenas de rios secos e represas vazias infelizmente estão se tornando frequentes na nossa rotina. Porém, quais são as causas que contribuem com a escassez da água?

Aumento do consumo

O aumento crescente no consumo de água está contribuindo para a diminuição da disponibilidade deste recurso. Mesmo que a água consiga se renovar, o consumo está sendo maior do que essa reposição natural. 

As causas que levam ao aumento do consumo podem ser várias, como: aumento da população, desenvolvimento econômico, aumento do consumo de produtos que levam muita água na produção, entre outros.

Degradação dos recursos naturais

A natureza toda funciona em perfeito equilíbrio. Quando esse equilíbrio é quebrado, os efeitos colaterais acontecem em uma cadeia. 

É isso que acontece com as reservas hídricas quando a poluição ou erosão dos solos afeta as reservas subterrâneas ou até mesmo as águas superficiais.

Mudanças climáticas

Com o aquecimento global, o ciclo da água acaba mudando. Isso acaba afetando o período de chuvas e secas em uma frequência maior do que deveria.

Porém, lembre-se: associar toda crise hídrica às mudanças climáticas é perigoso sem realizar estudos prévios. Por isso, as pesquisas são importantes para fornecer informações concretas e confiáveis. 

O que é saneamento básico?

O saneamento básico é o conjunto de medidas e estruturas adotadas pelo governo para garantir melhores condições de vida à população e ao meio ambiente. 

No Brasil, o saneamento básico é um direito de todo cidadão, garantido pela Constituição. É definido pela Lei nº 11.445/2007 como saneamento básico: o conjunto de serviços estruturais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Atualmente, 83,7% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada. Isso significa que quase 35 milhões de brasileiros não têm acesso a esse serviço básico, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS 2019.

Como o saneamento básico pode ajudar a combater a crise hídrica?

Sendo o serviço de saneamento básico um processo interligado, é fundamental que ele não tenha falhas para garantir o abastecimento da população. Porém, na prática, não é o que acontece. Para enfrentar a crise hídrica, o saneamento básico deve oferecer:

Um sistema organizado

Com o grande crescimento das cidades e com mais pessoas vivendo em áreas irregulares, a universalização do saneamento básico ficou dificultada, já que as empresas que prestam esses serviços não podem atender em locais ilegais. 

Já quando essas áreas são reguladas, os custos dos serviços aumentam e o saneamento básico encontra uma barreira financeira. Isso porque os moradores da região não possuem condições financeiras para bancar uma obra de estrutura de água e esgoto. 

Menos desperdício

Um dos grandes desafios do modelo de saneamento básico brasileiro é tentar reduzir a perda da água que sai das estações de tratamentos e chegam até as casas dos consumidores. 

Um estudo do Instituto Trata Brasil, com parceria institucional da Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas), apontou que as perdas na distribuição da água tratada estão em 39,2%. 

Isso significa que 7,5 mil piscinas de água tratada são desperdiçadas diariamente! A quantidade é suficiente para suprir mais de 63 milhões de brasileiros em um ano.

Um tratamento de esgoto e de lixo efetivos

Como já falamos anteriormente, as pessoas estão consumindo mais e, consequentemente, gerando mais lixo. Dessa forma, se o tratamento de esgoto e de lixo não funcionarem de maneira eficiente, acabam sendo descartados de maneira incorreta e poluindo águas que poderiam ser próprias para consumo.

Com o aumento da poluição da água, aumenta, também, o preço para o tratamento. Em alguns casos, a contaminação é tão intensa que o fluido é descartado, sem chance de ser recuperado. 

Atualmente, no Brasil, apenas 49,1% das águas residuais do país são tratadas, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento - SNIS 2019.

É importante, também, a conscientização de todas as pessoas sobre o consumo de água e energia, já que a nossa principal matriz energética são as hidrelétricas.

Ações fáceis de serem aplicadas no dia a dia podem ajudar na economia de água, como:

  • Tomar banhos mais curtos;
  • Fazer a barba na pia;
  • Manter as torneiras desligadas enquanto não são usadas;
  • Uso de baldes na hora da limpeza da casa;
  • Usar a máquina de lavar roupa na sua capacidade máxima;
  • Reutilizar a água que sai da máquina para atividades de limpeza, como lavar o chão;
  • Desligar as luzes que não estão sendo utilizadas;
  • Desligar da tomada os aparelhos que não estão sendo utilizados.

E você? Pratica alguma dessas atividades no seu dia a dia? Compartilhe esse texto com um amigo para ele saber mais sobre o impacto do saneamento básico também!

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